Motociclismo nacional teve dois momentos históricos em 2025

Dois Momentos Históricos do Motociclismo em 2025: Descubra!

2025: um ano especial para motociclismo nacional

O ano foi tão relevante para as motos que mesmo antes de acabar, entre janeiro e novembro, o mercado duas rodas atingiu 2.004.150 unidades comercializadas, avanço de 16,2% sobre as 1.723.971 motos registradas no mesmo intervalo de 2024. Com isso, o país ultrapassou a barreira dos 2 milhões de emplacamentos, superando o melhor desempenho anterior, obtido em 2011, quando foram licenciadas 1.940.531 motos. O crescimento reforça a evolução do motociclismo nacional, que vem ganhando espaço desde o período pós-pandemia.

Segundo a Fenabrave, a expansão pode estar diretamente ligada ao uso profissional das motocicletas, especialmente entre entregadores e trabalhadores autônomos, além da busca por alternativas de mobilidade nos grandes centros urbanos. O cenário contribuiu para consolidar tendências e fortalecer a base do motociclismo nacional em diferentes segmentos.

Participação das marcas

Até o fechamento deste artigo, o ranking nacional manteve a Honda na liderança, com 66,5% das vendas entre janeiro e novembro. A Yamaha ficou em segundo lugar, com 12,9%, seguida pela Shineray, que alcançou 6,1% do mercado. A Mottu registrou participação de 5,1%, enquanto a Avelloz somou 1,6%. As demais marcas responderam por 8% no período analisado.

Título inédito de Diogo Moreira coloca Brasil no topo

Outro marco de 2025 ocorreu nas pistas. No dia 16 de novembro, o piloto brasileiro Diogo Moreira, de 21 anos, garantiu o título mundial da Moto2, resultado que representa um feito inédito para o esporte brasileiro e claro, para o motociclismo nacional. Moreira precisava de apenas dois pontos na última etapa, somou cinco pontos, mas já estava com o título garantido, já que o espanhol Manuel González, único que ainda ameaçava sua liderança, não pontuou.

Além da conquista, Moreira já havia confirmado sua contratação pela LCR, equipe satélite da Honda, para disputar a MotoGP em 2026, ao lado do francês Johann Zarco. A temporada marcará também o retorno do Brasil ao calendário da MotoGP, sendo disputado em Goiânia, reforçando o impacto do desempenho do piloto na visibilidade internacional do motociclismo nacional.

Perspectivas

O encerramento de 2025 indica um período significativo para o setor. Os recordes de vendas e o resultado esportivo ampliam a atenção sobre o motociclismo nacional e criam expectativas positivas para 2026, quando o país sediará novamente uma etapa da MotoGP e terá um piloto brasileiro na categoria principal.