Em São Paulo, o risco de ter a moto roubada muitas vezes passa por vias específicas, grandes corredores urbanos, rotas periféricas e avenidas de alta circulação. Dados do Mapa do Crime de São Paulo, ferramenta de jornalismo de dados desenvolvida pelo jornal O Globo a partir de boletins de ocorrência da SSP-SP, ajudam a identificar com mais precisão quais ruas e avenidas concentram mais registros de roubos de motocicletas na capital.
O levantamento reforça uma realidade já sentida por muitos motociclistas: determinadas regiões e corredores viários se transformaram em pontos recorrentes de ação criminosa.
Como funciona o Mapa do Crime
Segundo o Jornal O Globo, o Mapa do Crime de São Paulo é uma ferramenta interativa de jornalismo de dados produzida a partir de 330 mil boletins de ocorrência disponibilizados pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). A base é resultado do cruzamento de quatro planilhas públicas do governo estadual (dados criminais, celulares, veículos e objetos subtraídos), detalhando as características de quase 700 mil bens roubados entre 2023 e 2025 na capital paulista.
A ferramenta permite filtrar os dados por tipo de crime, marca, modelo, cor e ano do bem roubado, exibindo concentração por bairro e rua. Diferentemente dos relatórios oficiais, O Globo adotou a data do fato, aumentando a precisão temporal.
Top 10 ruas e avenidas com mais roubos de motos em São Paulo
🥇 1º — Estrada do M’Boi Mirim — 47 ocorrências
🥈 2º — Estrada do Alvarenga — 46 ocorrências
🥈 2º — Rodovia Anhanguera — 46 ocorrências
🥉 3º — Avenida Raimundo Pereira de Magalhães — 33 ocorrências
4º — Rodovia Raposo Tavares — 30 ocorrências
5º — Estrada do Campo Limpo — 28 ocorrências
5º — Avenida das Nações Unidas — 28 ocorrências
5º — Avenida Senador Teotônio Vilela — 28 ocorrências
6º — Estrada de Itapecerica — 27 ocorrências
7º — Avenida Jacu-Pêssego / Nova Trabalhadores — 26 ocorrências
7º — Avenida Escola Politécnica — 26 ocorrências
8º — Avenida Dona Belmira Marin — 25 ocorrências
9º — Estrada da Baronesa — 23 ocorrências
9º — Avenida Aricanduva — 23 ocorrências
🔟 10º — Avenida Ragueb Chohfi — 22 ocorrências
O que o ranking revela?
Zona Sul aparece como epicentro
Vias como M’Boi Mirim, Alvarenga, Teotônio Vilela e Belmira Marin reforçam forte concentração na região sul.
Rodovias e corredores estratégicos são alvo
Anhanguera e Raposo Tavares mostram que rotas logísticas e de conexão também são áreas sensíveis.
Periferia e deslocamento intenso elevam exposição
A combinação de tráfego alto, circulação de motos e menor previsibilidade favorece ações criminosas.
Quais motos costumam ser mais visadas?
Modelos de grande circulação, especialmente motos urbanas e utilitárias como Honda CG 160, Honda Pop, Yamaha Fazer e scooters populares aparecem entre os principais alvos, impulsionados pelo mercado ilegal de peças.
Ranking de motos mais roubadas em SP:
- Honda CG 160 FAN – 509 ocorrências
- Honda CG 160 Titan – 246 ocorrências
- Yamaha FZ25 FAZER – 188 ocorrências
- Honda/CG 160 Start – 170 ocorrências
- Yamaha/XTZ250 Lander – 150 ocorrências
- Honda/ADV 150 – 108 ocorrências
- Honda/CB300F Twister ABS – 89 ocorrências
- Yamaha/MT03 ABS – 85 ocorrências
- Yamaha/NMAX 160 – 70 ocorrências
Perigo generalizado em SP
O ranking mostra que, em São Paulo, o perigo não está apenas em determinados bairros, ele também segue corredores viários muito claros.
A liderança da Estrada do M’Boi Mirim e o peso de vias como Alvarenga e Anhanguera reforçam que o motociclista paulistano precisa redobrar atenção não apenas ao estacionar, mas também ao circular por determinadas rotas.
Em muitos desses trechos, o trajeto diário pode representar muito mais do que deslocamento: pode significar exposição direta aos pontos mais críticos do mapa criminal da cidade.

