Governo cria crédito para entregadores; veja detalhes

Crédito Exclusivo para Entregadores: Descubra Como Acessar!

Trabalhar de moto ou bicicleta pode ficar menos dependente de aluguel ou financiamento tradicional. O Governo Federal lançou oficialmente o Move Brasil – Entregadores e Motoapp, uma nova linha de crédito voltada para profissionais que usam veículos de duas rodas como ferramenta de trabalho.

O programa foi anunciado em junho e promete facilitar o acesso a motos flex, motos elétricas, motonetas, ciclomotores e bicicletas elétricas zero-quilômetro produzidas no Brasil, com condições diferenciadas de financiamento.

A proposta combina crédito subsidiado, garantia pública e participação das montadoras para tentar reduzir o custo de entrada para entregadores, motofretistas e motociclistas profissionais.

Quem poderá participar do programa

O financiamento foi criado para trabalhadores que atuam com:

  • entregas por aplicativos;
  • transporte de passageiros;
  • transporte de cargas;
  • serviços com vínculo CLT.

Para participar, será necessário cumprir alguns requisitos.

No caso dos trabalhadores de aplicativos, será preciso:

  • estar cadastrado há pelo menos seis meses;
  • comprovar mínimo de 100 corridas ou entregas realizadas.

Também poderão participar:

  • motofretistas profissionais;
  • mototaxistas;
  • ciclistas profissionais com carteira assinada há pelo menos seis meses na mesma empresa.

Para financiar motocicletas ou outros veículos que exigem habilitação, será obrigatória CNH categoria A.

O que poderá ser financiado

O Move Brasil estabelece limites claros para os veículos contemplados.

Entram no programa:

  • motocicletas, motonetas e ciclomotores flex de até 160 cilindradas, produzidos no Brasil;
  • bicicletas elétricas e veículos autopropelidos elétricos de até 1.000 watts;
  • motos, motonetas e ciclomotores elétricos de até 7.500 watts, desde que produzidos no país ou ligados a projetos de produção nacional.

Todos os veículos deverão ser zero-quilômetro.

Cada trabalhador poderá financiar apenas um veículo.

Como será o financiamento

Um dos pontos mais relevantes do programa está nas condições financeiras.

Segundo o governo, o financiamento terá:

  • possibilidade de financiar 100% do valor do veículo;
  • prazo de até 48 meses;
  • carência de dois meses para começar a pagar;
  • possibilidade de incluir seguro prestamista no contrato;
  • garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

As taxas divulgadas são:

  • Homens: 12,5% ao ano (aproximadamente 0,99% ao mês);
  • Mulheres: 11,5% ao ano (aproximadamente 0,91% ao mês).

Em uma simulação oficial apresentada pelo governo para um financiamento de R$ 21 mil, a parcela estimada ficou próxima de R$ 552 mensais.

Importante: a aprovação no cadastro não garante automaticamente o crédito, já que a contratação continuará sujeita à análise dos bancos.

Montadoras poderão oferecer descontos

Outro detalhe interessante é que o programa abre espaço para participação direta da indústria. Segundo as regras divulgadas, montadoras poderão oferecer descontos adicionais na compra dos veículos para reduzir o custo final ao trabalhador. A ideia é combinar incentivo ao crédito com renovação da frota nacional e estímulo à produção local.

Como fazer o cadastro

O processo será dividido em etapas. Primeiro, o profissional deverá realizar o cadastro na plataforma oficial do programa. Depois da validação dos requisitos, quem receber aprovação poderá procurar uma instituição financeira habilitada.

Os financiamentos começam a ser contratados a partir de 13 de julho, inicialmente por meio da CAIXA, Banco do Brasil e demais instituições autorizadas.

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Também haverá crédito para infraestrutura de motos elétricas

Além da linha para pessoas físicas, o Move Brasil terá uma modalidade voltada às empresas.

O objetivo será financiar:

  • infraestrutura de recarga;
  • estações de troca de baterias;
  • equipamentos ligados à operação de motos elétricas;
  • capital de giro associado ao investimento.

O volume inicial anunciado para essa frente é de R$ 70 milhões.

Na prática, o programa busca ampliar o acesso ao crédito para trabalhadores sobre duas rodas e, ao mesmo tempo, acelerar a adoção de veículos mais eficientes no ambiente urbano.