Haja CG 160! Honda planeja lucro de R$ 44,5 bilhões

Honda se prepara para lucro de R$ 44,5 bilhões com CG 160!

O CEO global da Honda, Toshihiro Mibe, anunciou em coletiva de imprensa um plano abrangente de reestruturação do negócio automotivo da montadora. A estratégia reorganiza prioridades de investimento, cancela projetos de veículos elétricos no Canadá e aposta em híbridos de nova geração, com meta de lucro operacional recorde de mais de 1,4 trilhão de ienes (R$ 44,5 bilhões) até o ano fiscal encerrado em 31 de março de 2029.

Os três pilares da reestruturação

A Honda estruturou seu plano de transformação em três frentes: realocação estratégica de recursos corporativos, fortalecimento da estrutura de manufatura e utilização estratégica de recursos externos.

No campo da manufatura, a empresa adota a chamada abordagem Triple Half: reduzir pela metade o custo, o prazo e a carga de trabalho de desenvolvimento em comparação com os níveis de 2025. Para modelos com pequenas mudanças, essa meta entra em vigor ainda neste ano fiscal. Para mudanças completas de modelo, o corte no prazo começa nos projetos iniciados em 2028.

A meta de melhoria na eficiência produtiva é de aproximadamente 20% em cinco anos, combinando investimentos em novos equipamentos com o uso ampliado de inteligência artificial nos processos de projeto, teste e produção inicial.

A aposta nos híbridos e o recuo nos elétricos

A mudança mais concreta do plano é a realocação dos recursos que estavam destinados a veículos elétricos para a linha de híbridos. A Honda planeja lançar 15 modelos híbridos de próxima geração globalmente até o final do ano fiscal encerrado em março de 2030, com os primeiros lançamentos a partir de 2027.

O novo sistema híbrido terá custo até 30% menor do que o introduzido em 2023, além de melhoria de mais de 10% na economia de combustível. Dois protótipos foram apresentados na coletiva: o Honda Hybrid Sedan Prototype e o Acura Hybrid SUV Prototype, ambos previstos para chegar ao mercado nos próximos dois anos.

No lado dos elétricos, a Honda suspendeu indefinidamente o projeto de construção de uma cadeia de valor completa de veículos elétricos no Canadá. A joint venture L-H Battery Company, formada com a LG Energy Solution, terá parte de suas linhas convertidas para a produção de baterias híbridas. O sistema avançado de assistência ao condutor (ADAS) de próxima geração está previsto para lançamento em 2028, com aplicação planejada em mais de 15 modelos ao longo de cinco anos.

O negócio de motos na estratégia global

O segmento de motocicletas é parte central da meta financeira da Honda. A projeção é de que o mercado global de motos alcance 60 milhões de unidades até 2030, e a empresa quer ampliar sua participação nesse crescimento.

Na Índia, maior mercado de motos da marca, a Honda planeja expandir a capacidade anual de produção dos atuais 6,25 milhões de unidades para aproximadamente 8 milhões até 2028. O país também servirá como polo exportador para América Central, América do Sul e a região ASEAN.

Como diferencial frente a concorrentes emergentes, a Honda cita tecnologias próprias, como o Honda E-Clutch, e o aproveitamento de sua base industrial na Índia e na China para desenvolver produtos com maior competitividade em custo.

Metas financeiras e alocação de capital

Nos próximos três anos, a Honda investirá um total de 6,2 trilhões de ienes (R$ 196,21 bilhões de reais), distribuídos entre as frentes de negócio:

  • R$ 139,65 bilhões de reais em veículos a gasolina e híbridos
  • R$ 31,66 bilhões de reais em tecnologias de software
  • R$ 25,31 bilhões de reais em veículos elétricos

A meta de lucro operacional consolidado, incluindo motos e serviços financeiros, é de mais de 1,4 trilhão de ienes (R$ 44,5 bilhões) até o ano fiscal encerrado em março de 2029. Para o ano fiscal encerrado em março de 2031, a Honda projeta atingir um ROIC de 10% (Retorno sobre o Capital Investido), descrito como uma meta perseguida há anos pela companhia.

A Honda também anunciou revisão na governança corporativa, com maioria de conselheiros independentes no Conselho de Administração e reestruturação dos comitês internos, visando decisões mais ágeis e transparentes.