Melhor que fibra de carbono? Suzuki aposta em novo material

Suzuki Inova: Novo Material Supera Fibra de Carbono? Descubra!

A Suzuki está usando uma nova fibra para substituir a fibra de carbono na GSX-R1000R da equipe Suzuki CN Challenge. É um compósito de fibra natural de linho, desenvolvido pela suíça Bcomp, feita de uma fibra vegetal que cresce no campo. O que teria carbono a Suzuki resolveu revestir com esse novo material: para-lamas dianteiro e traseiro, carenagens laterais, rabeta e aletas, sem pintura, para exibir a cor natural do linho.

Fibra de carbono ou linho?

O linho e o carbono se aproximam em rigidez e processo de fabricação, mas diferem em impactos ambientais, comportamento na quebra e resistência.

  • Linho:

    • Fibra vegetal com menor impacto ambiental.
    • Emissões de CO2 até 85% menores durante o processo de produção.
    • Descarte mais simples: pode ser incinerado para recuperação de energia.
  • Carbono:
    • Parte de um precursor sintético aquecido a até 3.000 °C.
    • Necessita de pirólise para descarte.
    • Em caso de quebra, gera fragmentos afiados.

Na quebra, o carbono pode gerar fragmentos afiados, enquanto o linho se comporta de forma parecida com o Kevlar, mantendo a forma e reduzindo o risco para os mecânicos. O linho ainda pode ficar sem pintura, exibindo sua cor natural.

O limite está na resistência. Em rigidez, o compósito se equipara ao carbono, mas fica atrás quando o critério é resistência. A Bcomp afirma que poderia igualá-lo, mas com peças muito mais pesadas. Portanto, o uso do linho se restringe a carenagens e peças semiestruturais. Em caso de impacto, o linho se fratura de maneira similar ao Kevlar, sem os fragmentos afiados típicos do carbono.

Parceria com a Suzuki

A parceria entre a Team Suzuki CN Challenge, a Tras e a Bcomp começou formalmente em 2024, inicialmente focada nos para-lamas. O material já havia sido testado em Suzuka 2025, quando um painel reforçado com powerRibs quebrou em uma queda, mas manteve a forma e permaneceu preso à moto. Segundo Ken Kruck, representante da Bcomp, a Suzuki ampliará o uso do material no próximo ano e não descarta aplicá-lo em componentes de algumas motos de produção, começando pela carroceria.