Honda quer levar tecnologia da CB 650 para outros modelos; saiba quais

Descubra os Novos Modelos da Honda com Tecnologia da CB 650!

Honda iniciou a expansão global do sistema E-Clutch para cinco novos modelos da linha 2026, ampliando o uso da tecnologia antes restrita à CB 650 R e CBR 650 R. As motos que passam a receber o recurso são CBR500R, CB500 Hornet, NX500, Hornet 750 e XL750 Transalp, representando um avanço no programa de eletrificação e assistência de pilotagem da fabricante. No Brasil, a Honda mantém o E-Clutch apenas na CB 650R, já que a CBR 650R não é mais vendida no país.

Segundo a marca, o E-Clutch atua de forma mais rápida que sistemas quickshifters convencionais, permitindo arrancar, parar e trocar marchas sem uso da manete de embreagem. Mesmo automatizado, o sistema preserva a alavanca para quem prefere a operação tradicional. A inclusão do recurso em motocicletas de 500 cm³ amplia o alcance do E-Clutch em mercados internacionais, especialmente na Europa.

Com a atualização, a Honda passa a oferecer o sistema em modelos de diferentes categorias, incluindo opções compatíveis com habilitação A2. Assim, a tecnologia chega a públicos mais amplos, que até então não tinham acesso à funcionalidade nas motos intermediárias.

Hornet, Transalp e mais motos Honda com E-Clutch

Na linha 2026, a Honda disponibilizará o E-Clutch como opcional nos cinco novos modelos anunciados. A chegada do sistema à Hornet 750 e à XL750 Transalp marca sua estreia em motocicletas equipadas com acelerador eletrônico. Essa integração permite que o sistema execute automaticamente pequenos acionamentos no acelerador durante reduções, sincronizando a rotação do motor com a velocidade da roda traseira para minimizar impactos mecânicos.

No caso da Transalp, a montadora destaca a capacidade de realizar trocas ascendentes mesmo em caso de derrapagem da roda traseira em uso fora de estrada. Isso ocorre porque o módulo eletrônico monitora as velocidades das rodas dianteira e traseira, ajustando a intervenção para manter estabilidade em condições de baixa aderência.

A expansão inclui ainda CB500 Hornet, NX500 e CBR500R, modelos que figuram entre os mais vendidos da marca em mercados europeus. A adoção do E-Clutch nesses modelos permite combinar dirigibilidade simples com respostas esportivas, oferecendo ao piloto uma alternativa intermediária entre condução manual e automatizada.

Funcionamento do E-Clutch

Projetado para operar de forma automática, o E-Clutch simplifica a pilotagem sem alterar a lógica do câmbio convencional. Ao acionar o pedal de marchas, a unidade eletrônica assume o controle da embreagem. Assim, o motociclista pode conduzir sem acionar a manete, o que reduz fadiga em deslocamentos urbanos e facilita a adaptação de quem está migrando para cilindradas maiores.

Apesar da automatização, a marca manteve a possibilidade de uso manual da embreagem. O piloto pode desativar o sistema diretamente no painel, alternando entre condução automatizada ou totalmente tradicional, conforme preferência ou tipo de trajeto.

O funcionamento envolve monitoramento contínuo da rotação do motor, velocidade, posição do acelerador e pressão aplicada ao pedal de câmbio. Com essas informações, motores elétricos ajustam a embreagem com precisão. Durante a troca de marcha, a ECU reduz momentaneamente ignição e injeção para garantir transição suave. O processo ocorre em milissegundos, de forma praticamente imperceptível durante a condução.

Disponibilidade

A evolução do E-Clutch integra a estratégia global da Honda de ampliar recursos eletrônicos em motocicletas de diferentes categorias. A montadora ainda não divulgou datas de chegada ou valores para os modelos da linha 2026 equipados com o sistema nos mercados internacionais.

A adoção permanece opcional e pode variar conforme políticas de cada região. No mercado brasileiro, a única moto compatível segue sendo a CB 650R. A expansão internacional indica que a Honda deve ampliar gradualmente o uso do E-Clutch nos próximos ciclos de lançamento. Ou seja, a possibilidade dos modelos com o novo sistema chegarem futuramente ao Brasil é bastante grande.