A CB 300F Twister é um dos sucessos recentes da Honda no Brasil. Com mais de 215 mil unidades vendidas, a moto é um sonho para quem vem da baixa cilindrada e prometia agradar os fãs em sua mais recente atualização, que a deixou mais moderna, equipada e bonita. Mas será que o modelo 2027 entrega mesmo tudo o que promete? Será que, na prática, realmente houve uma evolução na experiência ao guidão ou são apenas novas carenagens?
Tivemos a oportunidade de acelerar o lançamento a convite da Honda. Foram cerca de 150 km, colocando a novidade à prova num test ride pelos corredores apertados e vias urbanas da região metropolitana de Vitória (ES), em rodovias e em estradas vicinais. E se você quer um spoiler, aqui vai: a Twister 300 mudou mais do que parece.
CB 300F Twister 2027 em nova categoria: sensação de ‘moto grande’
Se no passado a experiência de pilotar uma Twister 300 podia ser comparada com a de rodar com uma ‘CGzona’, isso é página virada. Certamente, a evolução mais perceptível da 300F ao guidão está na ciclística, em que se afastou das street e aproximou das naked. Agora, a sensação do piloto é que está de fato numa CB, uma naked com potência e estabilidade para se divertir muito pelas curvas da estrada.
E isso tem explicação na ficha técnica, claro. A Twister 2027 estreia uma suspensão invertida Showa SFF-BP, com tubos de 38 mm e 130 mm de curso, presa a mesas de alumínio forjado, mais leves que as anteriores. Já o guidão teve o formato revisto e, além de cônico, como nas CB 500F ou 750F, também está 10mm mais longo.
Na prática, o conjunto muda a percepção da moto. A frente fica mais firme nas frenagens e mais precisa na entrada das curvas. Assim, a Twister passa a transmitir a solidez de uma naked de maior cilindrada. O chassi Diamond de tubos de aço foi mantido, assim como a agilidade no trânsito, que sempre foi um dos pontos fortes da CB 300.
Atrás, o monoamortecedor com mola de duplo estágio e 120 mm de curso segue a receita anterior, mas foi recalibrado para trabalhar em harmonia com a nova suspensão dianteira. Os freios têm disco de 276 mm na frente, com cáliper de pistão duplo, e de 220 mm atrás, agora com ABS nas duas versões.
Controle de tração da Twister 2027 testado na chuva
Se na ciclística o destaque é o novo conjunto de suspensões, mesa e guidão, na eletrônica a principal novidade é o controle de tração. E quis o destino que ele fosse colocado à prova em nosso test ride. Afinal, a chuva marcou presença enquanto acelerávamos pelas curvas rápidas no entorno da Pedra do Elefante.
Como já visto em outros modelos da marca, o HSTC (Honda Selectable Torque Control) que limita a perda de aderência da roda traseira em acelerações sobre piso escorregadio. Era um recurso que pretendíamos observar com calma, mas a chuva decidiu por nós: um bom trecho do test ride foi feito com asfalto molhado. Nas saídas de curva e retomadas em piso escorregadio, o sistema atuou sem sustos, impedindo que eventuais erros do piloto no acelerador fizessem com que a moto patinasse.
Para quem usa a moto todos os dias, faça chuva ou faça sol, é o tipo de recurso que só se percebe quando faz falta. Somam-se a ele a embreagem assistida e deslizante, que evita o travamento da roda traseira em reduções bruscas, e o ESS, que aciona automaticamente os piscas em frenagens de emergência. No fim deste cálculo, você terá uma CB 300F Twister muito mais segura e divertida, seja para a rotina na cidade ou para a diversão nos finais de semana.
O que mudou na Twister 2027: versões, preços e cores
A lista de novidades vai além, claro. O painel LCD ganhou a tecnologia Optical Bonding, que fixa a tela à proteção externa com uma resina e elimina o ar entre as duas camadas, reduzindo reflexos sob sol forte. E a Twister também passa a contar com o imobilizador HISS, que só permite ligar o motor com a chave original. Para fechar, recebeu a função de luzes de posição diurna nos piscas dianteiros.
O motor desta Honda 300 é basicamente o mesmo da geração anterior: monocilíndrico OHC de 293,5 cm³, quatro válvulas, arrefecido a ar e com tecnologia FlexOne. São 24,7 cv a 7.500 rpm e 2,67 kgf.m a 5.500 rpm com etanol (24,5 cv e 2,61 kgf.m com gasolina), com câmbio de seis marchas. O peso seco é de 142 kg.
Outra evolução da linha 2027 está nas versões. Saiu de cena a antiga CBS, para dar lugar à topo de linha Twister S, com visual exclusivo (pintura em azul fosco, frisos vermelhos nas rodas e mola traseira vermelha) e banco monoposto. O preço sugerido é R$ 27.680. Já a outra versão é a ABS, vendida nas cores vermelho metálico e preto metálico, por R$ 26.880. A garantia é de três anos sem limite de quilometragem, com óleo gratuito em sete revisões a partir da terceira.

